
Dez sindicatos de servidores públicos federais divulgaram, nesta terça-feira (20/10), um manifesto em defesa da democracia e do serviço público. As entidades criticam as medidas adotadas pelo presidente da Argentina, Javier Milei, e alertam para possíveis consequências de reformas administrativas, cortes no setor público e restrições a direitos dos servidores no Brasil.
Embora o manifesto não cite nominalmente candidatos à Presidência do Brasil, as entidades mencionam a gestão argentina como exemplo dos riscos de políticas de redução do Estado. O documento afirma que a experiência argentina, "marcada por severas medidas de ajuste, cortes no setor público e redução de estruturas estatais, oferece um alerta sobre os custos sociais e institucionais de políticas dessa natureza."
Os sindicatos avaliam que mudanças nas regras do funcionalismo podem precarizar os vínculos de trabalho, restringir a entrada de novos servidores e abrir caminho para demissões em larga escala. Também manifestam preocupação com congelamentos ou reduções salariais. Sobre a estabilidade, defendem que ela "não é privilégio corporativo", mas uma garantia institucional contra pressões políticas e econômicas.
As entidades também alertam que cortes no orçamento federal podem comprometer programas como Bolsa Família, Farmácia Popular, Minha Casa Minha Vida e Pé-de-Meia. Elas são contra a desvinculação de benefícios previdenciários do salário mínimo e manifestam preocupação com possíveis interrupções em investigações sobre fraudes.
Assinam o manifesto: Sindifisco Nacional, Sinditamaraty, Anesp, Afipea Sindical, SINDPFA/Territorial Sindical, Sinait, Assecor, ADB Sindical, Unacon Sindical e Anfip.
Fonte: Metropoles




