
Pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma tecnologia que combina drones, inteligência artificial e robôs terrestres para identificar e corrigir falhas no plantio de algodão. A inovação foi apresentada pela instituição em 2 de novembro de 2026 e está sendo testada na Sandhills Research Station, na Carolina do Norte.
O projeto é coordenado pelo professor Frank Bai, do Departamento de Engenharia Biológica e Agrícola da NC State, e conta com especialistas em agronomia, sensoriamento remoto, robótica e ciência de dados. O protótipo do robô está sendo desenvolvido pelo doutorando ShengDao Du, responsável pelos componentes de navegação, sensores e software.
O processo começa com um drone autônomo que sobrevoa a plantação e registra imagens detalhadas das fileiras. Um sistema de inteligência artificial analisa essas imagens e localiza falhas superiores a aproximadamente 91 centímetros nas linhas de plantio. O equipamento pode ser acionado de uma estação localizada a cerca de uma hora e meia de distância da área, e as imagens são processadas localmente, sem precisar enviar grandes volumes de dados para servidores externos — vantagem importante para regiões com pouca conectividade.
Depois do mapeamento, as informações são convertidas em mapas digitais usando um sistema de posicionamento por satélite com precisão de aproximadamente 2,5 centímetros. Esses mapas deverão guiar robôs agrícolas autônomos que percorrerão as fileiras e depositarão sementes exclusivamente nos pontos com falha, preservando as plantas já estabelecidas.
Embora o protótipo já tenha sido construído e apresentado em campo, a universidade ainda não demonstrou que o sistema completo consegue realizar o replantio comercial de forma economicamente viável. Os próximos passos dependem da validação da precisão de semeadura e dos resultados agronômicos das plantas reintroduzidas.
Uma pesquisa publicada em 2022 no Journal of Cotton Science, conduzida por pesquisadores da Carolina do Norte nas safras de 2019 e 2020, mostrou que o replantio integral deve ser considerado quando cerca de 30% a 40% da área apresentar falhas de pelo menos 91 centímetros. Os resultados também mostraram que o benefício do replantio varia conforme a safra: em um ano não trouxe vantagem produtiva, em outro apresentou ganhos significativos.
A tecnologia desperta interesse especialmente no Brasil, onde o agronegócio de larga escala busca soluções para reduzir custos operacionais e melhorar a eficiência no uso de insumos.
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