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Notícias/NEWS20/10/2026· KF News

Meta recusa pedido do governo para criar canal de proteção a jornalistas nas plataformas

Foto: Imagem ilustrativa gerada por IA

A Meta recusou o pedido do governo federal para criar um canal direto de atendimento a casos urgentes envolvendo jornalistas e veículos de comunicação. A proposta buscava agilizar respostas a ameaças, assédio, ataques digitais e bloqueios de contas. Quem apresentou o pedido foi o Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, coordenado pela Secretaria Nacional de Justiça.

A empresa formalizou a negativa em 16 de outubro. Na resposta, a Meta alegou dificuldades técnicas, jurídicas e operacionais e afirmou que criar o canal poderia significar assumir novas obrigações regulatórias. A empresa também disse que aplica suas políticas de forma igual para todos os usuários e que os canais gerais de atendimento já dariam conta. Para situações ligadas a eleições, indicou o contato institucional já existente com o Tribunal Superior Eleitoral, o TSE.

O Ministério da Justiça e a Secretaria de Comunicação Social divulgaram nota conjunta criticando a resposta. Segundo o governo, os canais gerais e a cooperação com a Justiça Eleitoral não substituem um mecanismo capaz de responder a situações urgentes de violência contra jornalistas, inclusive fora do período eleitoral. A nota ainda cita o artigo 220 da Constituição Federal, que garante a liberdade de informação jornalística e proíbe a censura.

O caso ganhou força após relatos de bloqueios e restrições no Instagram. Em agosto, o Observatório encaminhou à Meta informações sobre 24 perfis jornalísticos com indícios de limitações sem explicação, entre eles Mentira Tem Preço, Tapajós de Fato e Revista Cenarium. Em setembro, o perfil Revelando o Brasil foi suspenso e depois recuperado. O grupo se reuniu com a empresa em 9 de outubro para pedir a criação do canal, mas a resposta negativa veio dias depois.

Fonte: Metropoles