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Notícias/NEWS22/10/2026· KF News

França proíbe protestos em várias cidades após fim de semana de confrontos e saques

Foto: Imagem ilustrativa gerada por IA

A França enfrenta a onda de distúrbios mais violenta registrada em anos. Depois de um fim de semana marcado por confrontos entre grupos de jovens mascarados e forças policiais, saques em lojas e carros incendiados pelas ruas, autoridades de várias cidades proibiram as manifestações previstas para esta quinta-feira (22). Paris, Lyon, Lille e Grenoble estão entre as cidades afetadas pela medida. A Prefeitura de Polícia de Paris justificou a proibição pelo risco de novos episódios de violência. Em Paris, a restrição vale até as 20h no horário local e cobre áreas ao redor do Palácio do Eliseu, sede da Presidência, as duas casas do Parlamento, as principais estações ferroviárias e regiões do centro duramente atingidas pelos saques. Toques de recolher noturnos também foram implementados em partes da capital e em outras cidades. Mesmo assim, organizações de estudantes do ensino médio e universitários afirmaram que vão continuar mobilizadas, mesmo com o início das férias escolares de outono nesta semana. Os atos desta quinta eram considerados uma preparação para o grande protesto de sábado (24), quando se espera a presença de ativistas dos "coletes amarelos", movimento que abalou a França em 2018 e 2019 com protestos contra o preço dos combustíveis. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu, que se reuniu com representantes sindicais na quarta (21), anunciou uma operação de segurança "massiva" para sábado. O presidente Emmanuel Macron convocou chefes de inteligência e ministros nesta quinta para entender o que deu errado no fim de semana e revisar os preparativos. Os sindicatos disseram que o encontro com Lecornu não resultou em propostas concretas e já convocam trabalhadores dos setores público e privado para uma nova mobilização no dia 5 de novembro. Os protestos tiveram início em setembro, numa escola de ensino médio em Créteil, a sudeste de Paris, por causa da falta de funcionários. De lá, as manifestações se espalharam para outros subúrbios e depois para todo o país, ganhando um tom mais amplo contra o aumento do custo de vida, a poucos meses da eleição presidencial que escolherá o sucessor de Macron.

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