Rádio Apuaê

Notícia

SAÚDE

Notícias/SAÚDE22/10/2026· KF News

Pesquisadora Tatiana Sampaio critica restrições da Anvisa para uso compassivo da polilaminina

Foto: Divulgação/Metropoles

A pesquisadora Tatiana Sampaio, responsável pelos estudos da polilaminina, veio a público nessa quarta-feira (21/10) criticar as restrições que a Anvisa impôs em abril para o uso compassivo da proteína. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela disse que as novas regras causam uma "corrida louca" para pacientes que precisam do tratamento com urgência.

Antes das mudanças, pacientes com lesões sofridas há até três meses podiam solicitar o uso compassivo da polilaminina mediante autorização da Anvisa. Com as novas regras, só são aceitos pacientes com lesões de até três dias e localizadas entre as vértebras T2 e T10, na coluna torácica. "Com as novas restrições, poucas pessoas conseguem cumprir", afirmou Tatiana.

A pesquisadora atribui as mudanças à pressão de outros cientistas, da imprensa e de influenciadores que questionavam a eficácia da substância. "Alguns tentavam achar erros no nosso trabalho. Outros diziam que a polilaminina era um golpe de mídia. Eu desafio qualquer pessoa a me enfrentar em um debate público", declarou.

A polilaminina é preparada a partir de uma proteína encontrada na placenta humana e tem como objetivo estimular a regeneração de células nervosas lesionadas em pessoas com trauma raquimedular. A substância ainda está em fase de testes.

A Anvisa informou, em nota divulgada nessa quinta (22/10), que nove dos 119 pacientes que receberam a polilaminina fora do estudo clínico morreram desde fevereiro. O laboratório Cristália, responsável pelo produto, afirma que nenhuma das mortes foi relacionada ao uso da proteína. A agência também destacou que o estudo clínico, aprovado em janeiro de 2026, ainda não foi iniciado até hoje.

Fonte: Metropoles